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sábado, 7 de fevereiro de 2009

Sim, mais um post sobre Obama no Mundo. Chegaria a minha vez!


Numa altura em que Barack Obama já vai sendo claramente criticado por alguns erros que assumiu publicamente, queria deixar-vos o que foi o trecho da entrevista de Meryl Streep, publicada na Visão desta semana, que exprime my exact feelings:
(...)
Repórter: Tem algum desejo em relação a Obama?
Meryl Streep: Espero que a boa vontade dure mais que um ano ou dois. Espero que lhe perdoem tudo aquilo que ele não será capaz de fazer.
(...)

E é isto mesmo. Mais que Presidente dos Estados Unidos da América, este senhor foi eleito o Salvador do Mundo, o Messias.
Deste modo, Obama, como Atlas, carrega o peso do mundo às costas. Por muito que faça, temos já que perdoá-lo por tudo o que não vai fazer, ainda que continuemos exigentes e esperançosos.

Há demasiado lixo acumulado debaixo do tapete para ser limpo, minha gente.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Felicidade atrai inveja?


Convivendo com diferentes pessoas, tenho andado a reparar ultimamente em algo curioso. Quase toda a gente, muitas vezes mesmo sem se conhecer, tem a mesma opinião em relação a este assunto.

Passamos por uma altura em que as pessoas têm medo de dizer umas às outras quando estão bem e/ou felizes por causa de alguma coisa. Têm medo da inveja, dizem.

Partilho coisas boas e dizem-me: "Cuidado, não digas isso a muita gente, nem publiques muito, porque há muita inveja por aí e é o suficiente para as coisas começarem a correr mal."

Engraçado que tenho a mesma impressão. Partilhar felicidade atrai inveja. Claro que não podemos generalizar, mas é aquela máxima que deve estar sempre minimamente presente, just in case... :) Logo eu, que tenho tido tanta vidente, aí pelas ruas, a dizer-me que ando sempre carregada de inveja! AHAHAH Como alguns de vocês já testemunharam comigo! :) Tenho que ter cuidado, pá! :P Qué las hay, las hay! :)))
Toda a gente certamente se lembrará de episódios na vida em que estava feliz por algum motivo e a partir do momento em que se começou a gritar o porquê ao mundo, tudo começou a desmoronar-se, aos poucos. Já me aconteceu. Depois, a tendência é refugiarmo-nos no "tudo o que é bom dura pouco". Eu costumo refugiar-me no "se aconteceu assim é porque eu tinha que tirar alguma lição disto". Parecendo que não, ajuda-me a aceitar, a compreender.

Sim, eu talvez seja um bocadinho supersticiosa, chamem-lhe o que quiserem.
Religiões totalmente à parte, a verdade é que acredito que são as energias positivas e negativas que fazem girar o Mundo. As energias entre as pessoas são as suas ligações. Daí que o povo também diga sabiamente que nos devemos rodear de pessoas positivas, de pessoas que gostem verdadeiramente de nós.

Acho que sim. Também acho, contudo, que há pessoas com energias negativas com que temos de aprender a lidar. Chama-se a isso criar defesas. E como isso nos faz falta a todos!
Não convém sermos avestruzes. Não convém que se fuja.

Tem havido uma tendência social em lamentarmo-nos constantemente. Em só falar das desgraças. Em não partilhar felicidade.
Será por isto?

Ao longo da minha ainda breve vida, apercebo-me que a palavra tem de facto um peso insuportável.

Felicidade atrai inveja?
Na maior parte dos casos, infelizmente, sim.
Às vezes, nem é por mal.
Mas já diz o (outro!) ditado: "O que não me mata, torna-me mais forte"
Ainda assim e só na dúvida, a piece of advice: não cutuquem a onça com vara curta! eheheh

domingo, 19 de outubro de 2008

Crise?

Na televisão, na rádio, nos jornais, nas revistas... Não se fala de outra coisa.
Já cansa, estou de acordo.

Enquanto o mundo inteiro se preocupa, gosto de ter oportunidade de ler as mais diferentes experiências de preocupação, face ao cenário de crise. Gostei desta especialmente.

Dias depois do Governo dos Estados Unidos salvar a AIG (American International Group), uma das maiores seguradoras do mundo com a qual já tive oportunidade de colaborar num incentivo ainda neste Verão, a empresa ofereceu uma humilde e singela semaninha de férias aos seus distribuidores e empregados no St. Regis Resort, em Monarch Beach, na Califórnia. Uma noite neste resort custa, só para terem uma idéia, cerca de 800€. Os hóspedes, confortavelmente instalados em suítes, tiveram direito a baquetes, massagens, tratamentos estéticos e partidas de golfe.

É justo, quer dizer... Ir para um resort destes e não usufruir das regalias! Ora essa! Também não vamos ser picuínhas, não é?

Afinal, também só foram gastos 300 mil euros com isto... Interessa lá agora que uma semana antes a AIG estivesse à beira do colapso financeiro e que, para evitar a falência, a Reserva Federal Americana (Fed) tivesse injectado 62,4 mil milhões de euros?!?!
Para a Casa Branca, o acontecido foi "desprezível".

Martin Sullivan, responsável pela liderança da empresa, depois de ter sido questionado sobre este "incidente", confortavelmente respondeu que o evento estava programado desde 2007 e que "apesar da situação actual, seria importante honrar este compromisso".

É caso para dizer, entre outras coisas: "Perdido por cem, perdido por mil."