Acabei de vir do cinema: "Ensaio sobre a Cegueira" de Fernando Meirelles.
Não resisto em partilhar.
Há muito tempo que um filme não me "enchia as medidas" como este. Mesmo.
A sala inteira esteve vidrada na tela, sem vacilar! Nem piu!
A sala inteira esteve vidrada na tela, sem vacilar! Nem piu!
O que posso dizer?
Um filme forte, bem forte (os sensíveis que criem estômago!). E olhem que eu não me impressiono para aí assim...
Uma estória, aflitivamente sem data e sem hora, que nos faz pensar em democracia e na falta dela; em humanidade e no lado mais animal que existe em cada um de nós; em sociedade e no indivíduo; em sexo e amor; em valores.
É ainda curioso também pensar que foi alguém com princípios comunistas que escreveu esta estória, porque mostra o quão utópico é viver em comunismo puro, uma vez sendo humano.
A cegueira é só uma maneira de "ver" melhor toda a escuridão em que vivemos.
Aqui, a visão é um fardo pesado.
Aqui, a visão é um fardo pesado.
A brutalidade da verdade numa fotografia fantástica, como eu gosto.
Sem dúvida, este filme acabou de entrar para a lista dos meus filmes preferidos de sempre.
Epá, vão ver! Vale cada cêntimo e minuto de vida.

PS.2 - No comentário a um filme de instintos básicos, eu tinha que ter o meu! ihihih
PS.3 - Vão ver o filme e descubram o que eu experiencio a cada manhã, ao procurar, tacteando, os meus óculos, ou quando perco/ rasgo as lentes de contacto!!! ;)