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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Um Para Ti - VII


De férias, as leituras sabem melhor.
Chega-se a trocar mergulhos nas atraentes ondas pelo desfolhar de certas páginas.

Aqui deixo um trecho sábio de um certo livro, delicioso por sinal, que me anda a derramar em verdadeiro vício:

"- Não me ofenda Daniel. Recordo-lhe que está a falar com um profissional da sedução, e isso do beijo é para amadores e diletantes de pantufa. A mulher de verdade conquista-se pouco a pouco. É tudo uma questão de psicologia, como uma boa faena na praça.

- Ou seja, deu-lhe tampa.

- A Fermín Romero de Torres nem S. Roque dá tampas! O que acontece é que o homem (...) aquece como uma lâmpada: ao rubro num ápice e frio outra vez num ai. A fêmea, porém, aquece como um ferro de engomar, está a perceber? Pouco a pouco, a fogo lento (...). Mas lá quando aquece ninguém pára aquilo. Como os altos fornos da Biscaia.

(...)

Como no fundo sou um cavalheiro dos de antigamente, não me aproveito, e com um casto beijo na face me conformei. Porque eu não tenho pressa, sabe?

Há por aí pategos que acham que se puserem a mão no cu a uma mulher e ela não se queixar, já a têm no papo. Aprendizes. O coração de fêmea é um labirinto de subtilezas que desafia a mente grosseira do macho trapaceiro. Se quiser realmente possuir uma mulher, tem que pensar como ela, e a primeira coisa a conquistar-lhe é a alma. O resto, o doce envoltório macio que nos faz perder o sentido e a virtude, vem por acréscimo."

(cit in A Sombra do Vento, Carlos Ruiz Zafón)




quarta-feira, 15 de julho de 2009

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domingo, 16 de novembro de 2008

Estou muiiito curiosa!



quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Falou e disse.


«A Arte de Não Ler»
Arthur Schopenhauer, in 'Aforismos'

"A arte de não ler é muito importante. Consiste em não sentir interesse algum por aquilo que está a atrair a atenção do público numa determinada altura. Quando um panfleto político ou eclesiástico, um romance ou um poema estão a causar grande sensação, não devemos esquecer-nos de que quem escreve para tolos tem sempre grande público. Uma condição prévia para ler bons livros é não ler os maus: a nossa vida é curta."


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À boa maneira alemã e longe de pseudointelectualismos, Schopenhauer é breve, justo, claro e mordaz a escrever. Adora insultar, diz que "é uma honra". Tenho tido a oportunidade de ler alguns textos ultimamente e aconselho toda a gente a dar uma vista de olhos. É um bom remédio para nos limparmos de muitas hipócrisias sociais intemporais e ainda rirmos um bocadinho.

Com a "moral", à primeira vista, nos píncaros, Schopenhauer teria passado, a meu ver, facilmente, por um "Mourinho do séc. XIX", no campo da Filosofia. Eheheh!


Terão acesso a breves reflexões, por exemplo, em: http://www.citador.pt/pensar.php?pensamentos=Arthur_Schopenhauer&op=7&author=125


Espreitem, escolham e não se arrependerão.

Gosto, gosto, gosto.

domingo, 5 de outubro de 2008

Agora ao deitar!



Ainda se compra Momentos de Verdadeiro Prazer por 2,75€!


(em 2ª mão, à venda n'A Lura dos Livros, Tavira)



Sweet & Fat Dreams, everyone!!!

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Veraneando

(Ilha do Farol (a)_23.07.08)

Por cá, vai-se lendo, ao sabor de uma CAIPIBlack (Caipiroska com Eristoff Black = do melhor!!!) e no deleite de um puff (há uma deliciosa praga disso, agora!), o apetecível Márquez:

"(...) Maria Alejandria Cervantes tinha deixado destrancada a porta de casa. Despedi-me de meu irmão, atravessei o corredor onde dormiam os gatos das mulatas amontoados entre tulipas, e empurrei a porta do quarto sem bater. As luzes estavam apagadas, mas assim que entrei senti o cheiro de mulher morna e vi os olhos de leoparda insone na escuridão, e depois não voltei a saber de mim até os sinos começarem a tocar.

(...)

Desde então continuam ligados por um afecto sério, mas sem a desordem do amor, e ela tinha-lhe tanto respeito que não voltou a ir para a cama com ninguém se ele estivesse presente. Naquelas últimas férias despachava-nos cedo com o pretexto inverosímil de que estava cansada, mas deixava as portas sem tranca e uma luz do corredor acesa para eu voltar a entrar em segredo."


(cit in Crónica de Uma Morte Anunciada; Márquez, Gabriel Garcia; 1981)

Grande Maria Alejandria... ;) e grande, grande dia de praia!!!


(Fotos @ Ilha do Farol_23.07.08)