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domingo, 5 de outubro de 2008

O que é que se faz agora no fim-de-semana à tarde?

Recomenda-se um piquenique.

A Assêca na zona de Tavira é um belíssimo palco.
O caminho até lá é o princípio da experiência. Único.
Fones nas orelhitas, telemóvel convenientemente com rádio, e lá vamos nós...
Senti-me qual Meg Ryan, no "Cidade dos Anjos", na parte final em que ela abre os braços, de olhos fechados, e, bicicletando por um caminho verde fantástico, respira com a profundidade do mundo com o maior prazer.
(pulei a parte em que seria atropelada por um camião TIR, claro!)

Segue-se a receita, a meu gosto. Criem uma à vossa medida. Sabe bem.

A companhia
O meio de transporte O sítio









Até os menos apaixonados pelo Verde, como eu (não sou particular fã), não resistirão a confessar os efeitos terapêuticos para o corpo e para a alma de tal experiência.

Have Fun!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Faz Frio. Outono. Chuvisca.


Da mistura entre o cheiro da terra molhada, depois de uma noite de chuva, e a falta de mais cor num céu cinzento que anuncia a chegada do Outuno, bebo um bocadinho de António Botto, neste poema que para mim é o Outono, como poucas outras coisas.


Faz frio. Outono. Chuvisca.

Nos Jardins cai agora o desconforto
Do adeus do fim do dia.
Passo o vento arrefecendo
As flores nos seus canteiros
E um sopro de claridade
Beija uns lírios e umas rosas
Numa curva fugidia...

Estremecem os meus nervos
Como se alguém lhes tocasse...

Engrossou a ventania.

As árvores vão ficando
Como coisas que perderam
A consistência da vida.

Tombam as folhas. E a noite
Agita uns lenços de sombra
E fica mais negra e funda
Nesta simples despedida.

António Botto