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sábado, 7 de fevereiro de 2009

Sim, mais um post sobre Obama no Mundo. Chegaria a minha vez!


Numa altura em que Barack Obama já vai sendo claramente criticado por alguns erros que assumiu publicamente, queria deixar-vos o que foi o trecho da entrevista de Meryl Streep, publicada na Visão desta semana, que exprime my exact feelings:
(...)
Repórter: Tem algum desejo em relação a Obama?
Meryl Streep: Espero que a boa vontade dure mais que um ano ou dois. Espero que lhe perdoem tudo aquilo que ele não será capaz de fazer.
(...)

E é isto mesmo. Mais que Presidente dos Estados Unidos da América, este senhor foi eleito o Salvador do Mundo, o Messias.
Deste modo, Obama, como Atlas, carrega o peso do mundo às costas. Por muito que faça, temos já que perdoá-lo por tudo o que não vai fazer, ainda que continuemos exigentes e esperançosos.

Há demasiado lixo acumulado debaixo do tapete para ser limpo, minha gente.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Vaga de Despedimentos

Anda-me a preocupar verdadeiramente a onda de despedimentos que anda no ar.

Todos os dias alguém próximo de mim me diz que foram despedidas x pessoas lá da respectiva empresa, inclusive cargos de topo, como os próprios directores. Até à data toda a gente falava da crise, mas, mal ou bem, os magros euros iam remediando.

Hoje vi ser reconhecida oficialmente falência numa das empresas mais importantes da indústria do Turismo. Hoje foi o último dia de trabalho daquelas pessoas. Muitas pessoas.

Depois da crise na habitação, da entrega das casas ao banco e das penhoras por causa dos créditos, o português sente agora verdadeiramente a crise a tocar-lhe a pele naquilo que é o mais essencial à sua sobrevivência: o trabalho.
Está a vaga instalada.

Estou em choque. Cada pessoa destas é uma família.
Hoje, especialmente, não consigo parar de pensar nisto.

domingo, 19 de outubro de 2008

Crise?

Na televisão, na rádio, nos jornais, nas revistas... Não se fala de outra coisa.
Já cansa, estou de acordo.

Enquanto o mundo inteiro se preocupa, gosto de ter oportunidade de ler as mais diferentes experiências de preocupação, face ao cenário de crise. Gostei desta especialmente.

Dias depois do Governo dos Estados Unidos salvar a AIG (American International Group), uma das maiores seguradoras do mundo com a qual já tive oportunidade de colaborar num incentivo ainda neste Verão, a empresa ofereceu uma humilde e singela semaninha de férias aos seus distribuidores e empregados no St. Regis Resort, em Monarch Beach, na Califórnia. Uma noite neste resort custa, só para terem uma idéia, cerca de 800€. Os hóspedes, confortavelmente instalados em suítes, tiveram direito a baquetes, massagens, tratamentos estéticos e partidas de golfe.

É justo, quer dizer... Ir para um resort destes e não usufruir das regalias! Ora essa! Também não vamos ser picuínhas, não é?

Afinal, também só foram gastos 300 mil euros com isto... Interessa lá agora que uma semana antes a AIG estivesse à beira do colapso financeiro e que, para evitar a falência, a Reserva Federal Americana (Fed) tivesse injectado 62,4 mil milhões de euros?!?!
Para a Casa Branca, o acontecido foi "desprezível".

Martin Sullivan, responsável pela liderança da empresa, depois de ter sido questionado sobre este "incidente", confortavelmente respondeu que o evento estava programado desde 2007 e que "apesar da situação actual, seria importante honrar este compromisso".

É caso para dizer, entre outras coisas: "Perdido por cem, perdido por mil."