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segunda-feira, 15 de março de 2010

Simone.

Não vejo muita televisão por falta de tempo, mas, no passado Sábado à tarde, tive a oportunidade de ver uma entrevista feita a Simone de Oliveira, na SIC, no programa que não conhecia: "Alta Definição".

Ainda que admire naturalmente o trabalho de uma mulher com Simone, nunca tive qualquer tipo de especial interesse por ela.

Estava a passar em frente à TV, quando me deixei prender pelo início da entrevista - que poderia ser apenas mais uma -, pois Simone estava desmaquilhada (nós, gajas, reparamos logo nestas coisas!) e referiu-o, não me recordando exactamente das suas palavras, como quem diz ao Mundo que nesta entrevista se ia despir de máscaras e plasticidades impostas. Sento-me no sofá.

Em cerca de meia hora, a cantora e actriz, já a contar 70 primaveras, expôs a sua Vida, seguindo um guião habituèe neste tipo de entrevistas biográficas, mostrando um notável encanto pela Vida, uma força fenomenal (foi vítima de cancro), entre outras, quando às tantas o entrevistador lhe faz duas perguntas que a abanaram completamente.

Primeiro, se era difícil ser Simone de Oliveira, ao que ela responde, com um nó na garganta, e após espaçado silêncio, que sim.

Seguidamente, quem era Simone de Oliveira. Nisto, como quem visita toda a sua vida em 3 segundos, Simone olha para o vazio e enche os olhos de lágrimas dizendo que estava farta de ser a Simone.

Neste momento, senti que, numa frase que poderia aparentar ser simples e repetitiva, aquela mulher disse dez mil palavras ao Mundo, mas só alguns as ouviram. Por algum motivo que me transcende, não sei se ouvi todas, mas ouvi muitas.

Deixo-vos a entrevista em três. Vale a pena espreitar.
Fiquei fã da Simone. Da Simone pessoa anónima.


(1/3)


(2/3)


(3/3)

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Estou Chocada! Vou ali morrer para a vida e já volto...



Soube ontem à noite, ao deitar, enquanto navegava no site da CNN.
E estou profundamente chocada. Talvez por uma mistura de "Deus morreu" com a ingenuidade de um mortal fã do "Este gajo nunca morre!"
Mas morreu.
50 anos.
Paragem cardíaca.
Como qualquer outra pessoa.

A verdade é que ícones como Michael Jackson não morrem, já reza o clichè. Aliás, Michael Jackson, the King of Pop, não tem comparação per si. Foi e é único. (Ainda há pouco tempo falei dele aqui.)
Não implicava que se gostasse da música dele. As coisas quando são boas, são factualmente boas.
E Michael, mais que isso, revolucionou a História da música e uma geração inteira.

Entrou para a História como o albúm mais vendido de sempre, como o primeiro preto a passar música na MTV, como o primeiro a fazer videoclips com produções cinematográficas em plena década de 80, quando mais ninguém o fazia; como o primeiro preto a ficar branco; como um bailarino exímio com uma dança única no Mundo, etc... etc...

E as pessoas que marcam, que fazem as linhas da sua vida vigorarem nas páginas da História, são pessoas eternas. Porque a História é isto mesmo: nós falarmos uns com os outros, de geração em geração, para que passem as referências. Seja o Michael Jackson, como rei da Pop, seja o meu avô, como belíssimo pescador.

Apesar de acreditar que na morte apenas mudamos de estado, o que mais me deixa triste é que as crianças que nascerão daqui para a frente já não vão ver o Michael Jackson como eu vi, ao vivo e a cores.
Pode soar estúpido, mas comove-me.

E porque as pessoas devem ser lembradas pelo seu melhor, deixo um vídeo de um de muitos bons momentos do rei da Pop.
Que descanse em eterna paz, que não teve lá muita cá.




Nota: Neste momento - sim, eu já pensei nisto - está a Madonna a pensar, na qualidade de cinquentona e de rainha da Pop, igualmente chocada: "Meu deus, podia ter sido eu..."
Não tarda, fará uma declaração pública sobre o assunto. Só lhe ficava bem.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Finally! OQueStrada Fazem-se à Estrada!

(ora aqui está! E que janota! A capa do momento, a fixar, para recolher em qualquer loja de CDs perto de si)


Há anos que alguns de nós já ouvimos estes meninos, em concertos, aqui e acolá, em CDs ilegais, que clandestinamente se fazem chegar às mãos dos fãs que não tinham tido ao que se agarrar até esta data...

27 Abril 2009

Data em que os OQueStrada lançam o seu primeiro CD nas lojas.
Sim, finalmente, um albúm oficial, e pelo que mostra o MySpace, com músicas novas
(além das que ilegalmente circulavam e eram tocadas em concertos)


E para avivar memórias, ou para dar a conhecer, cá vão 2 exemplos (não liguem à má imagem)
Se Esta Rua Fosse Minha



Oxalá Te Veja

terça-feira, 7 de abril de 2009

O que Anda a Bombar no C1

Uma música simples, corriqueira, que toda a gente se cansou de ouvir, mas que me anda a saber muito bem.
Adoro a parte da letra a verde.
Recordar é viver.
Este CDzito (Feijão com Arroz) foi-me oferecido pelas primaças, num Natal, e lembro-me de ouvi-lo, quando ainda morava na Avenida, na força do Verão, de janelas abertas, e com t-shirt e cuequinha vestida, (era pré-adolescente, sem maldade no pensamento, sff!), a cumprimentar os trauseuntes, como era meu hábito social. :)

E que ar fresco e fofo tem a nossa Danielazita, aqui, não? Bela pela simplicidade. Linda, mesmo.



Quanto tempo tenho
Pra matar essa saudade
Meu bem o ciúme
É pura vaidade
Se tu foges o tempo
Logo traz ansiedade
Respirar o amor
Aspirando liberdade

Tenho a vida doida
Encabeço o mundo
Sou ariano torto
Vivo de amor profundo
Sou perecível ao tempo
Vivo por um segundo
Perdoa meu amor
Esse nobre vagabundo

Março, Depois de Abril

A despertar...

segunda-feira, 30 de março de 2009

Musiquinha boa

Diana Krall esteve em Lisboa para gravar uma actuação especial de promoção ao novo álbum, o seu 12º, Quiet Nights. Este álbum tem dez músicas, três delas clássicos brasileiros e quatro standards do jazz adaptados à bossanova, influenciado por Tom Jobim.
Geralmente, é difícil gostar de covers de músicas-chavão, especialmente traduzidas para uma língua diferente, neste caso de português brasileiro para inglês, mas adorei o "The Boy Of Ipanema" da Diana.

Irritantemente, esta gravação ainda é apenas um exclusivo Expresso, pelo que vos deixo aqui algumas das notas soltas que a Dianita nos deixou, nesta visita so very exclusive. E ela a cantar brasileiro em "Este Seu Olhar" aí?!?! Para canadiana, até dá uns toques porreiros nos ãos e solta bem os djis todos.

Labutem-se, porque não é para menos do que isso.

terça-feira, 4 de março de 2008

Lucy in the Sky with Diamonds

Their gourgeous alucination... :) Press the title...
by The Beattles; from the movie Yellow Submarine